A Belotur divulgou um novo retrato do turismo na Pampulha e reforçou o peso econômico do cartão-postal de Belo Horizonte em maio de 2026.
O levantamento ouviu 800 visitantes e indica público com alta escolaridade, renda elevada e permanência média de quatro noites e meia na capital.
Os dados aparecem no momento em que o Conjunto Moderno completa 83 anos e se aproxima dos dez anos do título de Patrimônio Mundial da Unesco.
Pesquisa mostra perfil de quem visita a Pampulha
Segundo a Belotur, a pesquisa foi feita com 800 entrevistados, nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos.
O estudo mostra que 60,1% dos visitantes têm entre 31 e 50 anos. Outros 27,4% estão na faixa de 18 a 30 anos.
Também chama atenção o grau de instrução. Entre os entrevistados, 43,4% concluíram o ensino superior e 24,3% têm pós-graduação.
Na renda, o perfil é igualmente concentrado em faixas mais altas. Mais da metade declarou receber acima de cinco salários mínimos por mês.
- 50,7% ganham mais de cinco salários mínimos
- 18,9% recebem acima de dez salários mínimos
- 61,1% se hospedam em hotéis ou flats
Lazer lidera viagens e amplia circulação pela cidade
O principal motivo da viagem a Belo Horizonte foi lazer, citado por 64,1% dos entrevistados. Trabalho, congressos e feiras aparecem em seguida, com 18,9%.
A Pampulha também funciona como porta de entrada para outros roteiros. Quase 79,9% disseram visitar outros pontos turísticos da cidade.
Entre os locais mais lembrados estão Mercado Central, Praça da Liberdade, museus do Circuito Liberdade e Mercado Novo.
Na própria Pampulha, o destaque vai para a Igrejinha de São Francisco, citada por 28,2% dos visitantes, seguida por Mineirão, Casa do Baile e Museu Casa Kubitschek.
- Igrejinha da Pampulha: 28,2%
- Mineirão: 13,5%
- Casa do Baile: 11,5%
- Museu Casa Kubitschek: 11,2%
Título da Unesco segue influenciando decisão do turista
O reconhecimento internacional continua pesando. De acordo com o levantamento, 53,6% dos turistas sabiam que o conjunto tem chancela da Unesco.
Além disso, 43,58% afirmaram que esse título influenciou diretamente a decisão de visitar a região da Pampulha.
O marco histórico ajuda a explicar a vitrine internacional do complexo, reconhecido como Patrimônio Mundial desde 17 de julho de 2016.
A avaliação da experiência também foi alta. Os visitantes deram nota média 9,1 para segurança, 9,0 para atrativos e 8,4 para limpeza urbana.
Impacto econômico e navegação reforçam estratégia da PBH
O ticket médio da viagem chegou a R$ 1.702,13. Já o gasto médio específico na Pampulha ficou em R$ 183,23, segundo a pesquisa municipal.
Outro dado relevante envolve a navegação turística na lagoa, retomada pela prefeitura em dezembro de 2025 como aposta de reativação da experiência local.
Segundo o portal oficial da cidade, o Observatório do Turismo monitora indicadores e pesquisas para orientar a promoção turística de Belo Horizonte.
Na sondagem, 66,8% dos entrevistados disseram que fariam passeios ou usariam serviços de transporte aquático na Pampulha.
Com o novo levantamento, a prefeitura tenta transformar a celebração simbólica do conjunto em argumento prático: atrair mais visitantes, prolongar estadias e ampliar o gasto turístico na capital.
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