A Belotur e a Universidade Federal de Viçosa anunciaram uma parceria para criar um painel de indicadores voltado à gestão do turismo em Belo Horizonte.
O acordo foi divulgado em 22 de maio de 2026 e coloca a capital mineira como laboratório vivo para monitorar metas, desempenho e governança ligadas à economia criativa.
A iniciativa abre um novo capítulo na estratégia da cidade para usar dados públicos, tecnologia e análise comparativa na promoção do destino turístico.
O que foi firmado entre Belotur e UFV
A cooperação reúne a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte e a UFV, por meio da Cátedra UNESCO em Economia Criativa e Políticas Públicas.
Segundo a prefeitura, o projeto prevê o desenvolvimento de um painel de indicadores para monitorar a governança turística.
Na prática, a ferramenta deverá organizar dados da Belotur e de outras bases para apoiar decisões, medir resultados e melhorar o posicionamento de BH.
O município quer transformar informações dispersas em inteligência aplicada, com apoio de recursos de Business Intelligence, incluindo soluções como Power BI.
- Monitoramento de indicadores de governança
- Uso de bases públicas e institucionais
- Apoio à tomada de decisão
- Melhoria da promoção turística
Por que o acordo é estratégico para Belo Horizonte
Belo Horizonte carrega o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, mas manter relevância internacional exige dados consistentes e comunicação qualificada.
De acordo com a Belotur, a cidade passará a atuar como um ambiente de testes para modelos replicáveis em outras integrantes da rede internacional.
Esse desenho aproxima a política pública de turismo do padrão usado em destinos que acompanham fluxo, impacto econômico e metas com mais precisão.
A parceria também prevê o uso de evidências para reforçar a competitividade de Belo Horizonte no setor turístico.
- Maior transparência na gestão
- Comparação com referências internacionais
- Fortalecimento da economia criativa
- Melhor leitura de resultados do destino
Como o painel deve funcionar
O protótipo será estruturado para acompanhar metas ligadas à Agenda 2030 e aos compromissos assumidos dentro da Rede de Cidades Criativas da UNESCO.
O estudo ainda incluirá comparação com cidades criativas da Itália, apontadas pela própria parceria como referência internacional no setor.
Com isso, BH poderá validar métricas, corrigir falhas e aperfeiçoar parâmetros antes de ampliar o uso da ferramenta em sua política turística.
O projeto está em fase inicial e deve resultar também em artigos tecnológicos e apresentações acadêmicas, ampliando a circulação do conhecimento produzido.
- Coleta de dados públicos e institucionais
- Organização em painel digital
- Análise de desempenho e metas
- Uso das conclusões na gestão turística
Sem repasse financeiro e com edital aberto
A cooperação será executada sem transferência de recursos entre Belotur e UFV, baseada em conhecimento técnico, pesquisa e infraestrutura tecnológica.
Segundo o edital que sustenta esse modelo, a Belotur vem ampliando ações para estruturar e promover eventos e projetos turísticos em 2026.
O chamamento público usado pela empresa municipal segue aberto por tempo indeterminado para novas instituições interessadas em desenvolver soluções semelhantes.
Para Belo Horizonte, o movimento sinaliza uma mudança de método: menos decisão por percepção isolada e mais gestão guiada por evidências.
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