A Prefeitura de Belo Horizonte divulgou novo balanço sobre o Novo Anel e apontou queda nos acidentes no trecho sob gestão municipal. O dado foi publicado em 3 de junho.
Segundo a administração municipal, a via registrou redução de 19,8% nos sinistros entre janeiro e abril de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.
O recorte chama atenção porque o tema mistura segurança viária, obras e operação urbana em um dos corredores mais críticos da capital mineira.
Novo Anel completa um ano com menos acidentes
De acordo com a PBH, o trecho municipalizado do Novo Anel passou a ter gestão local em 3 de junho de 2025.
Desde então, a prefeitura afirma ter concentrado ações de fiscalização, monitoramento, limpeza e manutenção para reduzir ocorrências e acelerar atendimentos.
No balanço oficial, foram contabilizados 1.125 sinistros no primeiro quadrimestre de 2026, contra 1.402 no mesmo intervalo do ano anterior.
- Queda total de 19,8% nos acidentes
- Redução de 29,6% nos sinistros com vítimas
- Trecho municipalizado de 22,4 quilômetros
Nos casos com vítimas, o total caiu de 206 para 145 ocorrências, segundo a própria prefeitura.
Fiscalização e câmeras viram eixo da estratégia
Um dos pilares da intervenção foi o reforço no controle de velocidade. A prefeitura informou que 22 pontos eletrônicos começaram a operar em fevereiro deste ano.
A gestão municipal também declarou que mais de 400 agentes da BHTrans e da Guarda Civil Municipal foram capacitados para atuar no corredor.
Outra frente destacada foi o videomonitoramento. Segundo o balanço, o Novo Anel passou a contar com 50 câmeras para identificar ocorrências e melhorar a fluidez.
- 22 pontos de controle eletrônico
- 50 câmeras instaladas
- Atuação operacional 24 horas por dia
Em 2025, a cidade já havia lançado o programa Muralha BH com previsão de monitoramento integral do Novo Anel, ampliando a aposta em vigilância urbana.
Obras, lixo retirado e novas áreas de escape
O balanço municipal também reúne números de conservação. Desde junho do ano passado, as equipes recolheram mais de 1,6 mil toneladas de lixo ao longo do trecho.
Além disso, a prefeitura diz ter realizado mais de 700 operações tapa-buracos e recapeado mais de 10 quilômetros, sobretudo em acessos e saídas estratégicas.
Entre os próximos passos, a administração informou licitação para substituir três passarelas e obras na ligação com a Via Expressa, com investimento de R$ 32,6 milhões.
Também foram anunciadas duas novas áreas de escape na descida do Betânia. A estrutura existente já havia ganhado relevância após acidentes graves com caminhões na rodovia urbana.
No começo de 2026, um episódio voltou a expor o risco no local, quando uma carreta desgovernada atingiu casas às margens do Anel Rodoviário, reforçando a pressão por soluções permanentes.
O que muda para motoristas e moradores
Para quem circula diariamente pela via, a combinação de fiscalização, sinalização e resposta rápida tende a reduzir interrupções longas e colisões severas.
Moradores do entorno, por sua vez, acompanham com atenção as obras prometidas, especialmente passarelas, drenagem, limpeza e contenção de veículos pesados.
O desafio agora é manter a tendência de queda nos acidentes ao longo de 2026, enquanto a prefeitura avança nas intervenções estruturais já anunciadas.
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